Alberto Sanchez Gomez - O garoto Canibal

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5/5/20234 min read

Mais de 1000 pedaços espalhados pela casa

Alberto Sanchez Gomez tinha 26 anos e morava em Madri, Espanha.

Ele morava com sua mãe, Maria Soledad Gomez, 68 anos, tinha um irmão 2 anos mais velho, Miguel, mas que não morava com eles.

Quando criança Alberto era um menino inteligente, tímido e estudioso.

O pai de Alberto faleceu em 2008 por câncer, Miguel 11 anos Alberto 9, depois disso tudo mudou na família, o luto levou Maria, mãe de Alberto a entrar em depressão e virar alcoólatra, um jeito de fugir da dura realidade de criar dois filhos sozinha

4 anos depois, Alberto com 13 anos começou com comportamento rebelde, começou usar drogas e álcool e não obedecer a mãe, não era mais menino quieto de antes então brigas entre ele e Maria começaram, não se davam bem, vizinhos constantemente ouviam as brigas deles, Maria não sabia o que fazer.

Foi assim por anos até que depois de terminar colégio Alberto, que continuava sendo estudioso conseguiu uma bolsa de estudos e foi estudar Contabilidade e Finanças na Grécia. Maria teve esperança que com isso o filho melhorasse seu comportamento, mas aconteceu o oposto, na Grécia Alberto começou a usar ainda mais drogas e álcool, ele começou a fazer o uso de uma droga muito pesada chamada droga canibal ou sais de banho que é famosa por causar paranoia, psicose, comportamentos agressivos e extintos canibais. Esse vício levou Alberto a largar a faculdade e viver praticamente na rua, até seu irmão mais velho encontrar ele e levar de volta para casa da mãe.

Apesar dos problemas com álcool Maria era uma senhora muito tranquila e sempre era vista no bairro passeando com seu cachorro, conversava com vizinhos frequentemente, era muito querida, as coisas estiveram calmas na casa dela enquanto Alberto estava fora, mas quando ele voltou tudo piorou ainda mais do que antes de ir a Grécia. Os vizinhos de Alberto e maria estavam sempre ouvindo gritos e barulhos de coisas quebrando vindo da casa deles. Devido a essas situações frequentemente a polícia estava na casa dos dois, as vezes até três vezes na semana, por conta disso, Alberto já tinha 12 registros na polícia por agressão contra Maria.

Constantemente Maria expulsava Alberto de casa, mas então ele passava a viver na rua em situação deplorável e ela, como mãe, acabava aceitando o filho de novo em casa depois de um tempo, uma vez ela chegou até a conseguir uma ordem de restrição contra Alberto, mas mesmo assim aceitou ele de novo em casa, frequentemente ela era vista com vários hematomas pelo corpo e todos sabiam que era por ter apanhado de Alberto, mas ela negava dizendo que tinha sido o cachorro da casa.

Alberto também foi internado 3 vezes em um hospital psiquiátrico em Madri, onde recebeu atendimento psicótico, mas sempre que saia de lá voltava a ter o mesmo comportamento violento. Sua violência era maior com sua mãe, com quem tinha mais contato, mas não era só com ela, frequentemente ele era visto em sua varanda jogando garrafas de vidro nas pessoas que passavam.

Em fevereiro de 2019 uma vizinha da família estranhou o fato de não ver Maria a dias, maria sempre passeava com seu cachorro pela vizinhança, conversava com as pessoas, mas já tinha pelo menos 1 mês que ela não era vista. Como a vizinha sabia do comportamento agressivo de Alberto ela resolveu chamar a policia para fazer uma verificação na casa e tentar encontrar Maria.

A polícia foi até a casa de Alberto a procura de Maria, ao receber os polícias Alberto admitiu que sua mãe estava morta no interior da casa, os policiais entraram e não encontraram nada estranho até então, quando chegaram no quarto de maria encontraram uma cabeça humana, parte do couro cabeludo, e uma orelha. A polícia encontrou 1.000 pedaços de Maria por todo apartamento dentro de potes e sacos.

Alberto foi levado algemado para a polícia de Madri, em depoimento, ele contou detalhadamente o que havia acontecido no dia da morte de maria. Segundo ele, cerca de um mês antes ele e sua mãe discutiram logo no café da manhã e as coisas saíram do controle. Ele segurou sua mãe pelo pescoço e disse que começou a ouvir vozes interiores dizendo para acabar com a vida dela, então Alberto segurou o pescoço dela ainda mais forte, até que ela ficasse completamente sem ar e perdesse a vida. As mesmas vozes, mandaram Alberto corta-la em pedaços, ele usou então uma serra de carpinteiro e duas facas de cozinha para cortar o corpo de sua mãe em vários pedaços, depois guardou em potes e plásticos e foi consumindo aquela carne ao longo dos dias. Ele contou que as vezes comia a carne cozida e até mesmo crua para tentar fazer com a mãe desaparecesse e que também dava para seu cachorro. Ainda no depoimento, ele dizia que o principal culpado eram as vozes em sua cabeça, vozes que o perseguiam desde seus 15 anos, mas que não compartilhava com ninguém, pois elas o ameaçavam.

Os advogados de Alberto tentaram alegar que no momento do ocorrido ele estava em uma crise de esquizofrenia, mas não foi isso que os psiquiatras determinaram. De acordo com eles, Alberto tinha traços de personalidade antissocial, paranoica e narcisistas, mas não havia traços ou atitudes de uma pessoa esquizofrênica.

Com base nisso, foi constatado que Alberto tinha total consciência do que tinha feito e ele foi condenado a 15 anos e 5 meses de prisão. Além disto, Alberto teve que pagar 60.000 euros como indenização ao seu irmão.

Não se sabe ao certo o dia exato da morte de Maria, nem por quanto tempo Alberto ficou se alimentando com o corpo de sua mãe.

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