Ariadna Fernanda Lopez Diaz

CRIMES REAISCASOS ESTRANGEIROS

4/19/20232 min read

Encontrada morta após sair de uma festa

Ariadna Fernanda Lopez Diaz, era uma moça de 27 anos que morava com seu filho de 5 anos e sua melhor amiga na Cidade do México. Ariadna era uma mulher muito engraçada, alegre e de muitos amigos. Adorava rock clássico e filmes de comédia. Ariadna trabalhava como garçonete no Sixtie’s, mas também tinha acabado de abrir o seu salão de manicure.

No dia 30 de outubro de 2022, Ariadna combinou de se reunir com alguns amigos no Fisher, um bar ali da região. Ela chegou no local por volta das 17h para encontrar sua colega de trabalho Vanessa Flores de 20 anos, o namorado Rautel Astudillo, Ernesto e sua esposa Anita.

Rautel era um cliente muito conhecido onde Vanessa e Ariadna trabalhavam. Ele era rico, vivia comprando um monte de bebidas e oferecendo para as moças, sempre andando em carros blindados, que valiam 100.000 dólares, acompanhado por no mínimo dois seguranças. Em uma noite, ele costumava gastar o equivalente a 4 mil dólares. Era muito comum que ele fosse ao local várias vezes na semana, pois morava bem próximo. Rautel também tinha um histórico de namorar as garçonetes do Sixtie’s e chamar as mulheres para “continuarem a festa na casa dele”, inclusive, foi assim que ele conheceu Vanessa.

De acordo com os funcionários do Sixtie’s, Rautel dizia que trabalhava como despachante aduaneiro, ou seja, o profissional que cuida do transporte das mercadorias pelas alfândegas, mas as investigações das autoridades indicam que a família dele possui uma rede de empresas, tais como, uma empresa de encomendas e correio, outra de segurança privada, vendas de equipamentos de informática, correias de poliuretano para carro, móveis de escritório e lava-rápidos. Um de seus irmãos é advogado e outro trabalha em uma companhia aérea.

Após mais ou menos uma hora no Fisher, o grupo de amigos decidiu ir para a casa de Rautel. Eles dividiram um táxi e foram para o local. Ernesto e Anita ficaram apenas uns 30 minutos no apartamento e foram embora por volta das 19h45. Ariadna permaneceu na casa e sua última visualização no WhatsApp foi as 19h55, a partir desse momento não se soube mais notícias dela.

A família e os amigos de Ariadna começaram a ficar preocupados, pois não tinham mais notícias dela. Alguns amigos até chegaram a mandar mensagem para Vanessa, mas ela disse que Ariadna tinha ido embora por volta de umas 21h de táxi.

Até que 3 dias depois em 02 de novembro, dois ciclistas encontraram o corpo de uma moça perto de uma estrada em uma cidade vizinha a 70 km chamada Tepoztlan, no estado de Morelos, o corpo tinha algumas tatuagens, então eles decidiram postar fotos das tatuagens para ver se alguém a reconhecia, além de acionar a polícia.

Um dos amigos de Ariadna reconheceu as tatuagens da amiga e foi identificar o corpo. De acordo com a Promotoria de Morelos, Ariadna tinha morrido sufocada com o próprio vômito, já que na noite anterior ela tinha bebido bastante, mas dias depois o Ministério Público da Cidade do México desmentiu a história, afirmando que Ariadna tinha sido assassinada, tendo como causa da morte trauma múltiplo.

Os principais suspeitos do caso eram Vanessa e Rautel. No depoimento Vanessa disse que não viu a amiga ir embora, pois estava dormindo e quando acordou Ariadna não estava mais na casa, e Rautel disse que estava bêbado demais para lembrar de algo.

A polícia foi até a casa de Rautel e encontrou manchas de sangue no chão, no quarto e em uma almofada. As imagens de segurança do prédio mostram também que no dia seguinte, por volta das 10h27, o motorista particular de Rautel chega no local, mas sai depois de alguns minutos. Meia hora depois, Rautel é visto carregando o corpo de Ariadna já morto, colocando no carro e indo em direção a Tepoztlan, onde o corpo foi encontrado.

Vanessa foi presa no dia 06 de novembro e Rautel se entregou no dia 07, e estão detidos por crime de feminicídio, ainda aguardando a sentença. No dia 15 de novembro, Rautel confessou ter levado o corpo à rodovia, mas disse que Vanessa não estava com ele.

A prefeita da Cidade do México Claudia Sheinbaum, acusou a Promotoria de Morelos de tentar encobrir o caso de feminicídio. A Promotoria disse que o corpo estava sim, todo lesionado, mas que nenhuma das lesões eram tão profundas a ponto de causar a morte. O caso foi levado a Promotoria Geral e está sendo analisado.

Ainda também não se sabe o motivo do crime e como realmente aconteceu.

Outros casos