Georgia Barbosa das Neves - A Família não à amava

CRIMES REAISCASOS BRASILEIROS

4/27/20234 min read

Ela não estava segura com a própria família

Georgia Barbosa das Neves tinha 7 anos e morava com sua mãe Suellen Tissi Barbosa de 28 anos e o padrasto Wanderlo Patric de Souza de 41 anos em Piraraquara no Estado do Paraná.

Georgia não frequentava a escola, seu padrasto era responsável por ensinar a menina em casa e trabalhar para sustentar a família, já Suellen não tinha um trabalho fixo.

O pai de Georgia tinha falecido a 2 anos e desde então, sua mãe Suellen nunca teve uma residência fixa, ela morava 3 meses em um lugar, depois se mudava pra outro, não mantinha contato com a família, até passar a morar com Wanderlo em fevereiro de 2020, após 6 meses de namoro. Os vizinhos contam que o casal era tranquilo na maioria das vezes, o único problema é que eles gostavam de ouvir música muito alto, e isso atrapalhava a vizinhança, tirando isso, nunca tiveram problemas.

Em 11 de maio de 2020, um motorista de aplicativo recebeu vários áudios desesperados de Wanderlo pedindo para que ele os levasse até o hospital mais próximo porque Georgia tinha caído e se machucado muito feio. O motorista já tinha feito corridas pra Wanderlo antes e tinha passado o número de seu celular pra ele, como Wanderlo dizia nos áudios que estava precisando da corrida com urgência o motorista aceitou e foi pra casa da família. Ao entrarem no carro com Georgia, o motorista percebeu que a menina estava nua, coberta apenas por uma jaqueta, e estava cheia de marcas roxas pelo corpo e o que parecia queimaduras de bituca de cigarro na barriga e costas. Georgia estava desacordada, aparentemente sem vida, mas mesmo assim, o motorista foi o mais rápido possível para o Hospital Angelina Caron, em Campina Grande do Sul.

Georgia chegou no hospital sem vida, Suellen e Wanderlo disseram pra equipe medica o mesmo que disseram para o motorista, que Georgia tinha caído de uma escada e batido a cabeça, mas a situação da menina não era compatível com um acidente assim, além das marcas roxas por todo corpo, ela tinha marcas de queimadura de cigarro recentes e outras em estados diferentes de cicatrização, o que indicava que eram mais antigas, ela também tinha machucados próximos as regiões intimas, o que poderia indicar abuso sexual. A polícia foi chamada e Suellen e Wanderlo foram levados pra delegacia pra esclarecimentos.

Inicialmente os dois negaram qualquer crime contra Georgia mas quando a violência sexual foi confirmada Wanderlo acabou confessando o crime, disse que batia em Georgia com frequência e cometia violência sexual.

Suellen por sua vez negou que participasse das violências, disse que sabia que Wanderlo batia em Georgia mas não sabia da violência sexual, também disse que não conseguia proteger a filha porque vivia um relacionamento abusivo, que Wanderlo batia nela também, a mantinha presa em casa sem contato com ninguém, que ele tinha tirado o celular dela e nem com a família ela tinha contato. Ela também alegou que tinha medo de ficar sem conseguir sustentar sua filha se Wanderlo fosse embora, já que ele era responsável pela parte financeira do casal.

Durante as investigações os policiais falaram com familiares e vizinhos de Suellen e Wanderlo mas não conseguiram muitas informações sobre eles porque eles viviam afastados de todos, os familiares da Suellen disseram que desde que o pai de Georgia morreu eles não tiveram praticamente nenhum contato mais com ela ou com Georgia e não tinham noção que essas coisas aconteciam, os vizinhos também disseram que não desconfiavam de nada, que nunca ouviram nada suspeito vindo da casa, um vizinho disse que só teve uma vez que ele ouviu Wanderlo gritando com Georgia chamando ela de “burra” aparentemente porque ela estava tendo dificuldade nos estudos.

Suellen e Wanderlo ficaram presos para aguardar julgamento porém Wanderlo acabou falecendo vítima de um câncer antes que o processo começasse.

O julgamento de Suellen demorou cerca de 15 horas, mesmo alegando que não participava das agressões ela foi sentenciada a 16 anos e 7 meses de prisão por tortura seguida de morte.

O advogado de Suellen, disse que iria recorrer da decisão do júri, afinal, Suellen tinha muito medo do parceiro e não estava em condições de proteger a filha, segunda ele, ela também era vitima de Wanderlo.

Não se tem novas informações sobre a sentença de Suellen, se o recurso apresentado pelo advogado teve algum efeito para alterar sua sentença ou não, ela segue presa.

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