Justin Ross Harris - Ele fez de propósito?

CRIMES REAISCASOS ESTRANGEIROS

5/7/20238 min read

Pai é preso após deixar filho de 1 ano e 9 meses dentro do carro durante um dia inteiro e causar sua morte

Justin Ross Harris nasceu em 27 de novembro de 1980 e no ano de 2005, ele conheceu Leanna Taylor de 20 anos.

Os dois se apaixonaram e começaram um relacionamento que evoluiu rapidamente, logo começaram a falar sobre casamento e filhos, apenas um mês depois de se conhecerem.Eles se casaram em 2006, porém Leanna enfrentou um dos piores pesadelos para a maioria das mulheres, dificuldades para engravidar. Justin se formou na universidade do Alabama, recebendo um diploma de bacharel em comércio e administração de empresas, ele trabalhava como desenvolvedor de web e logo foi promovido. Mas os termos exigiram que ele se mudasse para Atlanta. O jovem casal decidiu se mudar, e surpreendentemente a nova casa trouxe boas notícias para eles, Leanna finalmente engravidou.

No dia 8 de agosto de 2012, ela deu à luz a um menino saudável, chamado Cooper Harris. De acordo com Leanna, Justin era um pai adorável e totalmente envolvido com o filho, quando o Cooper começou a frequentar a creche, Justin ficou responsável por deixá-lo na escola, enquanto Leanna ficou encarregada de busca-lo depois que ela saísse do trabalho, às 16:00.

Na manhã de 18 de junho de 2014, por volta das 7:00 da manhã, Leanna se despediu do filho de 1 ano e 9 meses, com um beijo, e foi trabalhar, sem imaginar que mais tarde naquele dia algo mudaria a vida do casal para sempre. Logo após o trabalho, Leanna foi até a creche para pegar seu filho, como de costume, porém ela recebeu a notícia que Cooper não tinha sido deixado lá naquela manhã e ninguém tinha ideia de onde ele estava.

Como qualquer mãe, o medo e a preocupação com a segurança do filho deixaram Leanna apavorada, o primeiro pensamento foi que, talvez, alguém tivesse sequestrado Cooper.

Depois de 1 hora de telefonemas constantes para Justin, sem nenhuma resposta, ela foi para o local em que o marido trabalhava, mas ele também não estava lá. Poucos minutos depois, um detetive ligou para ela e deu a pior notícia que qualquer mãe poderia ouvir, que seu filho havia falecido, então Leanna começou a chorar desesperadamente.

Segundo o detetive, por volta das 16:15 daquela tarde, Justin terminou o seu trabalho e pegou seu carro no estacionamento pra ir embora, depois de dirigir por 1 km e meio ele percebeu que seu filho Cooper estava no banco de trás do carro e não respirava, segundo ele naquela manhã ele tinha esquecido de deixar o filho na creche, dirigiu direto pro trabalho e deixou Cooper dentro do carro o dia inteiro enquanto trabalhava. Logo depois de perceber isso, ele parou o carro e foi visto pedindo ajuda as pessoas que passavam, e alguém chamou a polícia. Ao chegarem, os policiais notaram que o comportamento de Justin era bastante incomum, para um pai que acabara de perder o filho, em vez de ajudar a ressuscitar, ele ficou falando em seu telefone celular enquanto um paramédico fazia massagem cardíaca na criança, infelizmente Cooper não resistiu e faleceu.

Com esse comportamento suspeito, os policiais rapidamente desconfiaram que aquilo não tinha sido um acidente causado pelo esquecimento de Justin e sim um crime premeditado, Justin foi imediatamente preso e colocado dentro da viatura de polícia, depois de alguns minutos ele começou a reclamar que as algemas estavam muito apertadas e perguntou se poderiam soltá-las. Para piorar as coisas, ele nunca demonstrou qualquer emoção em relação ao seu filho, ou perguntou sobre ele, a única coisa que ele fazia era reclamar o quanto ele se sentia desconfortável na parte de trás viatura, por causa do calor, e que não conseguia respirar direito.

Leanna dirigiu-se à delegacia de polícia, onde seu marido estava detido, e sua postura ao chegar deixou os detetives surpresos, ela abraçou o marido e parecia não culpá-lo pelo que aconteceu. Em certo momento, é possível ouvi-la perguntando ao marido se ele havia falado demais, alguns acreditavam que, por causa dessa declaração, Leanna poderia estar envolvida na morte de Cooper.

Infelizmente, casos como este são mais comuns do que imaginamos, em 2014, cerca de 39 crianças morreram ao serem esquecidas pelos pais dentro do carro, só nos Estados Unidos. Geralmente, os responsáveis são indiciados por homicídio culposo, quando não há intenção de matar, mas devido ao comportamento dos pais, a polícia tinha motivos para acreditar que, no caso do pequeno Cooper, tudo indicava não ter sido um simples acidente.

Analisando as imagens de câmeras de segurança, para determinar o que realmente aconteceu naquele dia. Justin deveria deixar Cooper na creche a caminho do trabalho, por volta das 8:57 da manhã, os 2 são vistos tomando café da manhã em um restaurante, a menos de 1 km de seu trabalho, depois Justin foi para o escritório onde trabalhava, dirigindo seu automóvel, com Cooper no banco traseiro. Ele é visto entrando no escritório 9:25 da manhã, após deixar o filho em sua cadeirinha, dentro do carro.

Por volta de 12:30, Justin saiu para almoçar com 2 amigos em um restaurante próximo, após o almoço eles seguiram para um estabelecimento na região, onde Justin comprou lâmpadas, depois que seus amigos o deixaram no estacionamento de seu local de trabalho, ele caminhou até seu carro, abriu a porta do lado do motorista, colocou as lâmpadas dentro e voltou pro trabalho. Aproximadamente 7 horas após deixar Cooper dentro do carro, Justin voltou ao veículo e saiu do estacionamento dirigindo, ele planejava ir ao cinema com amigos depois do trabalho, mas após dirigir por alguns minutos ele descobriu que seu filho estava no banco de trás do carro e não respirava.

As temperaturas naquele dia chegaram a 33 °C. A causa da morte do garoto foi hipertermia, uma condição séria provocada pelo excesso de exposição ao sol e ao calor intenso, ela acontece quando a temperatura corporal ultrapassa os 40°, com isso o Mecanismo de transpiração falha e o corpo não consegue se resfriar, o que causa a morte.

Após examinar o celular de Justin, os investigadores descobriram vários casos extraconjugais, ele estava envolvido com várias mulheres e no dia da morte de Cooper, estava enviando mensagens de texto sexualmente explícitas, algumas com nudes, para pelo menos 6 mulheres, algumas delas eram menores de idade.

Além disso, Justin também visualizou uma página da internet chamada ‘’Livre de crianças’’ e leu 4 de seus artigos, pesquisou ‘’como sobreviver na prisão’’ e ‘’ Quão quente um carro deve estar para matar uma criança’’. Além dessas evidências, a maneira como ele agiu quando a polícia chegou ao local para prestar socorro a Cooper, ajudou as autoridades a acreditarem que ele tinha matado seu filho de 1 ano e 9 meses intencionalmente, para que ele pudesse ter uma vida livre de crianças.

Uma busca também foi feita na casa do casal, foi descoberto no computador da casa, que 5 dias antes do incidente, Justin assistiu a um vídeo no YouTube que demonstrava até que ponto um carro pode esquentar em 1 dia ensolarado.

Com a polícia convencida de que a morte de Cooper não foi um acidente, Justin foi acusado de homicídio doloso, a polícia considerou Leanna, a mãe de Cooper, como suspeita no início da investigação, suas ações daquele dia pareciam estranhas.

Mais tarde, no funeral, testemunhas oculares relataram que ela parecia sem emoção e que havia dito às pessoas que Cooper parecia estar em um lugar melhor, entretanto Leanna nunca foi presa ou acusada de envolvimento no caso. Em uma entrevista, ela diz que nunca passou por sua cabeça que Justin tivesse a intenção de matar o filho e que ela agiu daquela forma porque estava apenas tentando processar o que havia acontecido.

Em fevereiro de 2016, ela pediu o divórcio e após tê-lo finalizado manteve seu nome de solteira, Leanna Taylor, apesar da separação, ela continuou a defender a inocência de seu ex-marido, em relação às acusações de homicídio.

Em seu julgamento a acusação alegou que Justin tinha, intencionalmente, deixado o seu filho Cooper no carro para morrer, para que ele pudesse se livrar de suas responsabilidades familiares e pudesse seguir uma vida despreocupada e cheia de casos extraconjugais.

As provas apresentadas pela promotoria incluíram todas as mensagens trocadas por Justin, os vídeos gravados após sua prisão e durante os interrogatórios, a intenção era mostrar para o júri como estava a situação e que ele não agia como um pai que acabara de perder um filho.

Os promotores também alegaram que as pesquisas sobre ‘’Estar livre de crianças’’ e ‘’morte de crianças em carros quentes’’ feitas por Justin, antes de abandonar seu filho, indicavam claramente que ele havia planejado tudo. Justin ainda mandou uma mensagem de texto no mesmo dia para uma mulher, dizendo ‘’eu amo meu filho, mas ambos precisamos escapar’’.

A defesa admitiu que o réu foi responsável pela morte de Cooper, mas apenas por sua negligência em esquecer o menino no carro.

A ex esposa prestou depoimento no julgamento e afirmou que ele havia destruído sua vida com seus casos, mas disse que ele não matou intencionalmente o filho. O júri passou cerca de 1 mês ouvindo as mais de 1200 evidências e testemunhas do caso e deliberou por 4 dias. Em novembro de 2016, Justin Ross Harris, com 36 anos, foi considerado culpado de todas as 8 ações contra ele e sentenciado a prisão perpétua, sem possibilidade de Liberdade condicional.

Além das acusações de homicídio doloso, ele também foi considerado culpado de exploração sexual de menores, por causa das mensagens de texto sexuais e fotos sem roupa para uma adolescente, em janeiro de 2017.

A equipe de defesa entrou com uma moção para um novo julgamento, argumentando que a revelação dos vários casos de Justin e a admissão de ser viciado em sexo foi prejudicial e impossibilitou o réu de receber um julgamento justo. No entanto, a apelação foi negada em maio de 2021.

Após a condenação de Justin, sua ex esposa, Leanna, continuou a defender sua inocência. Em uma entrevista à BBC news, em fevereiro de 2017, ela afirmou que sempre acreditou que a morte de Cooper foi um acidente, segundo ela sua missão agora é conscientizar outras pessoas sobre a síndrome do bebê esquecido, o termo clínico para os pais que acidentalmente deixam crianças nos carros. Ela quer ter certeza de que o que aconteceu com o Cooper sirva como um aviso, para que os pais sejam mais cuidadosos.

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