Marilda Matias Ferreira dos Santos - Suicídio?

CRIMES REAISCASOS BRASILEIROS

4/29/20234 min read

A polícia concluiu que ela tentou simular um crime

Marilda Matias Ferreira dos Santos tinha 37 anos morava em Pouso alegre em Minas Gerais e morava com o marido Pedro Antônio, 62 anos, casados a 17 anos.

Seus amigos contam que ela era uma pessoa bem-humorada, simpática, gentil e muito comprometida com seu trabalho.

Ela morava em Pouso Alegre, mas trabalhava em Careaçu, cidade vizinha a 40 km, onde atendia como psicóloga na unidade básica de saúde do município.

No dia 21 de agosto de 2021, sábado, a vida do casal Marilda e Pedro começou como outro qualquer, segundo Pedro ele saiu de casa bem cedo as 7h da manhã para trabalhar em uma fazenda e Marilda ficou acordada em casa.

Por volta das 10h30 da manhã, Pedro recebeu uma mensagem de Marilda avisando que ia sair pra comprar areia para o gato. Um tempo depois, por volta as 11h50, ela mandou outra mensagem para ele avisando que iria fazer um passeio de bicicleta até Borda da Mata, cidade vizinha a 28 km de pouso alegre. Era costume Marilda fazer esse percurso de bicicleta, ela gostava de pedalar, e sempre costumava deixar o celular em casa, como foi o caso nesse dia também.

Por volta das 16h30, Pedro chegou em casa e encontrou o carro de Marilda na garagem, mas ela ainda não estava em casa. Ele não achou estranho, porque ela tinha dito que chegaria por volta das 18h, mas quando foi dando 20h da noite, Pedro começou a se preocupar, não tinha como ligar pra Marilda porque ela deixou o celular em casa então ele decidiu sair a procura dela pela cidade, principalmente em hospitais, mas não conseguiu encontrá-la, então voltou para casa.

No dia seguinte, Pedro começou a procurar pela chave do carro dela para ver se encontrava alguma pista, mas não achou, então teve que usar a chave reserva. Ao abrir o porta-malas do carro, encontrou Marilda desacordada com as mãos amarradas com um cadarço e os pés amarrados com uma fita rosa de cetim, vestida com roupas de ginástica. Ele chamou a polícia.

Quando a polícia civil chegou no local, infelizmente Marilda foi declarada morta, não havia sinais de arrombamento ou violência na casa nem no corpo de Marilda, as amarrações também estavam bem frouxas e as chaves do carro original estavam embaixo do corpo dela. A polícia levou os diários de Marilda para análise e verificou as imagens da câmera de segurança, mas não encontraram nenhuma movimentação suspeita no portão da garagem, porém não conseguiram concluir de que não haviam feito algo com ela porque o portão de pedestre ficava num ponto cego e não captava imagens.

Conversando com um amigo de Marilda a policia descobriu que alguns dias antes Marilda contou a esse amigo por mensagens que estava saindo de casa e um grupo de rapazes começou a assediar ela dizendo varias coisas repulsivas e ela tinha ficado com muito medo, o amigo a orientou a ir até a polícia, mas ela não foi.

A policia tentou identificar quem seriam esses rapazes, mas sem sucesso.

Como de costume nesses casos o marido de Marilda também foi investigado, mas não foi encontrado nada contra ele.

A perícia realizada no corpo de Marilda encontrou uma quantidade excessiva de medicamento e álcool em seu sangue. Apesar da intoxicação, a causa da morte de Marilda foi asfixia, por ter ficado muito tempo dentro do porta malas fechado.

No dia 16 de agosto de 2022, depois de quase um ano de investigação, a polícia concluiu que Marilda tirou a própria vida. Após analisarem todo o diário dela, eles concluíram que ela tinha sofria de depressão, algo também confirmado por sua irmã Tatiane. Tatiane disse que Marilda tinha depressão desde os 19 anos e que já tinha tentado tirar a própria vida antes.

Tudo aconteceu em janeiro de 2019, certa noite Marilda e o marido tinham saído com um casal de amigos, consumido um pouco de álcool e voltado para casa. No dia seguinte, Pedro levantou para trabalhar e ela tinha ficado dormindo, mas quando ele voltou para casa, ela ainda estava na cama, mas dessa vez, parecia estar inconsciente. Marilda foi internada e teve até que ficar intubada, mas o motivo não foi divulgado no prontuário. Amigos e familiares de Marilda desconfiam que ela tentou tirar a própria vida nessa ocasião, mas isso não foi colocado em seu prontuário médico por algum motivo. Quando saiu da internação em fevereiro, ela negou a tentativa de suicídio para seus amigos, mas dizia não lembrar o que aconteceu.

A hipótese da policia é que Marilda já estava a dias pensando em tirar a própria vida mas não queria que as pessoas soubessem disso, nem sua família nem seus pacientes, já que ela era psicóloga. Sendo assim ela arquitetou um plano pra que parecesse que ela foi vitima de homicídio, disse pro amigo sobre os rapazes que mexeram com ela na rua, mas na verdade isso nunca aconteceu. Então em 21 de agosto ela mandou mensagem para o marido mentindo que ia sair pra andar de bicicleta pra justificar ficar longe do celular, tomou muito álcool e muitos remédios, amarrou os próprios pés e mãos, entrou no porta malas e se fechou lá dentro. Os fatos que sustentam essa versão são que a chave do carro foi encontrada também dentro do porta malas embaixo do corpo de Marilda, as mãos e pés dela estavam amarrados de forma muito frouxa, ela poderia facilmente ter se livrado das amarras, também não tinha nenhum sinal de violência no corpo de Marilda ou sinal de luta e arrombamento na casa.

Ninguém sabe o motivo exato que levou Marilda a tirar a própria vida, aparentemente ela levava uma vida tranquila sem muitos problemas, segundo seu marido eles brigavam as vezes, mas brigas normais de todo casal, provavelmente foi a depressão.

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