Morgan Huxley - O triste fim de um bom homem

CRIMES REAISCASOS ESTRANGEIROS

4/25/20236 min read

Perseguido, abusado e morto por um maníaco

Morgan Huxley era um rapaz de 31 anos, que morava em Sydney com sua colega de quarto Jean Redmond. Morgan era filho de Allan e Dee Huxley e tinha dois irmãos, Tiffany e Oliver. Ele era muito carismático, inteligente, alegre, sociável, comunicativo, muitos amigos, onde ia era o centro das atenções por ser muito divertido e bonito, atraia muito a atenção das mulheres. Formado em engenharia oceânica, Morgan decidiu abrir seu próprio negócio de artigos marinhos, em 2009, a Huxley Marine, desde então ele se tornou um empresário de sucesso muito bem sucedido.


No dia 08 de setembro de 2013, Morgan foi à festa de noivado do seu melhor amigo Chris Maroney. Eles passaram o dia bebendo e se divertindo até que, depois da festa, Morgan, Chris e a noiva de Chris dividiram um táxi pra irem embora, já que eles moravam bem próximos, Morgan ainda queria continuar a comemoração então convidou os amigos para continuarem bebendo em um bar próximo mas Chris e sua noiva recusaram e foram para casa. Morgan entrou em seu apartamento, trocou de roupa e saiu de casa, ele passou em um caixa eletrônico, sacou um pouco de dinheiro e foi em direção ao Oaks Hotel, onde pediu algumas cervejas no bar.

Por volta da 1h30, Morgan sai do estabelecimento e vai em direção a sua casa. Jean estava no apartamento, mas estava dormindo, ela escutou o barulho de Morgan chegando mas logo voltou a dormir. Algum tempo depois ela acordou novamente ouvindo mais barulho, porém dessa vez foi um barulho alto como se fosse algo caindo no quarto de Morgan, então ela decidiu ir ver o que estava acontecendo. Ao sair do quarto, ela encontrou a porta do apartamento entreaberta e Morgan caído no chão de seu quarto próximo a porta, ele estava com as calças abaixadas e em volta do próprio sangue. Jean ligou para a emergência e Morgan foi levado para o hospital, mas não resistiu aos ferimentos. Ele tinha sido esfaqueado 28 vezes, nas costas, braços e pescoço.

A polícia foi acionada e os conhecidos de Morgan foram interrogados. Em seu depoimento, Chris contou que Morgan queria continuar bebendo, mas que ele e a esposa se recusaram a ir, pois estavam cansados. Os amigos de Morgan também relembraram de um homem misterioso que tinha seguido o empresário seis meses antes do assassinato. Na ocasião, Morgan estava voltando para seu apartamento quando um homem começou a puxar assunto com ele pelo caminho, ele e o homem conversaram um pouco até que chegando na porta do apartamento o homem disse a Morgan que era gay e se ofereceu para entrar com Morgan para eles terem relação sexual, Morgan recusou mas o homem insistiu e tentou forçar a entrada na casa de Morgan, porém, Morgan era maior então conseguiu empurrar o homem para fora e trancar a porta. Morgan não conhecia aquele homem, nunca tinha visto ele antes e ao que parece não voltou a ver depois disso, ele acabou não prestando queixa nem nada do tipo.

A polícia decidiu olhar as câmeras de segurança da rua que Morgan morava e viram Morgan sair do apartamento sozinho, indo ao caixa eletrônico e depois para o bar, mas em sua volta pra casa a polícia percebeu algo estranho, um rapaz vestido de chef de cozinha que parecia ser muito novo parecia estar seguindo Morgan, ele caminhava a uma certa distância sempre observando Morgan e em certo momento até correu para não perder Morgan de vista. Infelizmente as imagens não mostravam a porta da casa de Morgan então não dava pra saber até onde o rapaz o acompanhou. Minutos depois, o rapaz volta sozinho pela mesma rua, próximo a hora em que Jean acionou a emergência. Como as imagens não estavam tão nítidas, eles tiveram que ir perguntando para os comerciantes da rua, e o rapaz foi identificado como Daniel Jack Kelsall, um chef de cozinha de 22 anos que trabalhava em um restaurante local. Daniel era um rapaz tímido e de poucos amigos, ele fazia acompanhamento psicológico a alguns anos e tomava medicamentos para depressão.

No mesmo dia da morte de Morgan, Daniel tinha trabalhado até mais tarde devido a uma festa de 18 anos que tinha acontecido no restaurante. Quando interrogado, Daniel disse não conhecer Morgan e não ter nada a ver com o crime. Ele disse que estava caminhando naquela direção porque tinha esquecido uma coisa no restaurante depois de ir embora e estava voltando para buscar e disse que correu porque estava com frio e sua mãe o ensinou a correr quando estivesse com frio. Mesmo achando a versão de Daniel suspeita, os policiais o liberaram, porém no dia seguinte, Daniel ligou para o oficial da polícia e disse que precisava falar com ele novamente.

Dessa vez Daniel, contou que tinha omitido a verdade por medo de ser ligado ao assassinato. De acordo com Daniel, ele conheceu Morgan no bar e eles começaram a conversar. Morgan comentou o quanto estava estressado naquela semana devido ao trabalho, e Daniel perguntou como ele aliviava o estresse, e Morgan disse que tinha alguns amigos que o ajudavam, mas que todos estavam ocupados naquela noite.

Daniel se ofereceu para ajudá-lo, então eles foram até o apartamento e começaram a ficar, até que chegou uma moça no apartamento que começou a discutir com Morgan, ela parecia muito irritada por Daniel estar lá então, como ele não sabia se Morgan era realmente comprometido, ele decidiu ir embora, alegando que Morgan ainda estava vivo quando saiu.

A perícia encontrou o DNA de Daniel nas partes íntimas de Morgan, eles acreditavam que Daniel só mudou sua versão confirmando que esteve com Morgan porque sabia que a polícia poderia encontrar seu DNA na cena e quis dar um jeito de se explicar, mas os investigadores não acreditavam nele. Por conta do DNA encontrado, eles emitiram um mandado para revistar o apartamento de Daniel. Nele encontraram a bolsa que ele estava na noite do crime com uma mancha de sangue compatível com a de Morgan. Com essa prova Daniel acabou sendo preso. Mesmo preso ele não mudou sua versão ou confessou o crime. Na prisão ele foi avaliado por psiquiatras que disseram que ele era muito perigoso, não sentia empatia pela vítima, se achava muito esperto e inteligente e que se solto poderia cometer o mesmo crime novamente.

Os psiquiatras e psicólogos que tinham atendido Daniel ao longo da vida também foram ouvidos e confirmaram que Daniel já tinha dito algumas vezes pra eles que tinha fantasias onde ele perseguia e esfaqueava um desconhecido na rua, ele dizia que se fizesse isso um dia ninguém nunca iria descobrir que foi ele já que ele via muitos programas investigativos e sabia exatamente o que fazer pra cometer um crime e não ser descoberto.

O caso de Morgan ficou muito famoso, Daniel estava na mídia e parecia gostar da atenção que estava recebendo, com a divulgação do caso surgiram outras denúncias de rapazes que moravam ali naquela mesma região dizendo que também foram atacados por Daniel na rua durante a noite. Os rapazes disseram que Daniel os perseguiu e os surpreendeu saltando dos arbustos e tentando agarrá-los, mas quando viu que não ia dar certo e foi confrontado, ele fugiu.

Em março de 2015, aconteceu o julgamento de Daniel, a versão oficial dos fatos apresentada pelas autoridades foi que naquela noite, Daniel viu Morgan no caixa eletrônico, se interessou por ele e resolveu segui-lo, como já tinha feito com aqueles outros rapazes, ele observou Morgan no bar e viu quando ele saiu caminhando sozinho para sua casa completamente bêbado e vulnerável. Daniel seguiu Morgan e viu que quando ele entrou em casa, esqueceu a porta destrancada. Daniel esperou alguns minutos para ter certeza que Morgan tinha adormecido e entrou na casa, foi até o quarto e encontrou Morgan dormindo de bruços, ele se aproximou, abaixou as calças de Morgan com cuidado e começou os abusos, até que Morgan acordou e tentou se defender. Nesse momento Daniel pegou uma faca que tinha na bolsa e golpeou Morgan 28 vezes, fugindo logo em seguida, ele correu para a casa dos pais e jogou a faca fora no meio do caminho. Depois do ataque, Morgan tentou se levantar para pedir ajuda a sua colega Jean mas só conseguiu chegar até a porta do quarto, depois ele desmaiou.

Daniel foi considerado culpado e condenado a 40 anos de prisão com direito a solicitar a liberdade condicional após 30 anos.

Outros Casos