Rhaniel Pedro Laurentino da Silva - Conspiração

CRIMES REAISCASOS BRASILEIROS

4/26/20235 min read

A conspiração da mãe, pai e tio contra uma criança

Rhaniel Pedro Laurentino da Silva, era um menino de 10 anos, muito inteligente, alegre e cheio de energia que sonhava ser jogador de futebol. Seus pais Ana Patrícia, de 37 anos, e Otoniel Severino da Silva eram separados. Até os quatro anos de idade, Rhaniel morou com seu pai em Pernambuco, pelo menos até Ana Patrícia levar seu filho para Maceió, onde morava, e o deixar na casa de sua mãe, que se chama Regina. Rhaniel morou com a avó até os sete anos de idade, depois passou a morar com sua mãe, com exceção dos finais de semana que passava com a tia Ana Paula. Ana Patrícia sempre foi muito cuidadosa com seu filho.

Até que conheceu Vítor Oliveira, um rapaz de 28 anos. Os dois começaram a namorar e Ana Patrícia passou a ser uma mãe desligada, deixava sempre o filho com outras pessoas, parecia não ter mais tanto afeto por ele. Porém, Rhaniel nunca reclamou da falta de atenção, ele continuava sendo uma criança muito alegre, até perceber o uso excessivo de droga que seu padrasto Vítor e o irmão Wagner de Oliveira, de 25 anos, faziam dentro de casa, por esse motivo, Rhaniel passou a desaprovar o relacionamento de sua mãe, pedindo para que ela largasse o namorado.

No começo de 2021, Rhaniel estava fazendo reforço de inglês na escola, pois ele iria ter uma prova no final do ano e queria se sair bem. Todos os dias pela manhã, ele tomava seu café e ia sozinho para a aula. Até que no dia 12 de maio do mesmo ano pela manhã, Vítor saiu bem cedo para ir trabalhar, enquanto Ana Patrícia e Rhaniel tomavam café. Quando Rhaniel estava pronto para sair, percebeu que seu livro de inglês não estava em sua casa, então sua mãe mandou uma mensagem para a professora do reforço perguntado se o livro estaria na escola, mas ela respondeu que só conseguiria dar informação assim que chegasse no local. Ana Patrícia disse que tudo bem e avisou que seu filho já estava saindo de casa. Mas por volta do meio-dia, Ana Patrícia recebe uma mensagem da escola avisando que Rhaniel não tinha ido a aula.

Ana foi até a casa de uma de suas vizinhas para imprimir fotos de seu filho e acionou a polícia. Ela disse aos policiais que isso parecia coisa do ex-marido, o pai de Rhaniel, então ela e alguns policiais foram até Pernambuco atrás de Otoniel. Ao chegarem, Otoniel disse que não tinha tido contato com seu filho naquele dia e que não sabia do seu paradeiro, e muito menos do porquê Ana Patrícia disse que ele teria alguma coisa a ver com o desaparecimento, Ana disse que se ela não tivesse ido até lá, não poderia ter o corpo de seu filho. Otoniel achou estranho o posicionamento de Ana, mas na hora, nem chegou a questionar.

No dia 13 de maio, quando Ana e os policiais já estavam de volta em Maceió, a delegacia recebeu uma denúncia sobre o corpo de uma criança que estava morto em uma calçada próximo onde Rhaniel morava. Ao chegarem no local, foi confirmado que o corpo era de Rhaniel Pedro Laurentino da Silva. De acordo com os investigadores, Rhaniel foi morto após ter sido espancado, ele também tinha sinais de abuso, inclusive, foi encontrado uma camisinha próximo ao corpo, mas nela só continha o material genético da criança. Desta forma, a polícia presumiu de que o criminoso tinha apenas colocado algo no ânus da vítima para simular um crime sexual.

O caso teve grande repercussão na cidade, Ana Patrícia, familiares e amigos, marcharam pelas ruas pedindo justiça pela criança. Até o Centro Esportivo Alagoano, o time que Rhaniel torcia, decidiu homenagear o menino. Eles entregaram uma bola e uma faixa escrita “Eternamente em nossos corações – Rhaniel Pedro” aos familiares.

A polícia foi investigar as câmeras do bairro para entender o trajeto que Rhaniel teria feito naquele dia, em buscas de pistas. Entretanto, as últimas imagens dele indo para a escola eram do dia 11 de maio, depois disso, ele não foi mais visto pelo bairro. Durante as investigações, os policiais descobriram que Vítor Oliveira, o padrasto do menino, teria abusado de uma prima de Rhaniel que tinha 12 anos e acabou sendo preso por isso.

A polícia começou a suspeitar de Ana Patrícia quando perceberam que ela não parecia estar tão abalada com a morte do filho, a vizinha que emprestou a impressora disse que quando Ana tinha ido até sua casa, não parecia estar desesperada ou preocupada. Além do mais, ela tinha anunciado a bola que o Centro Esportivo Alagoano tinha dado de presente por R$1.500,00. A polícia também encontrou material genético de Wagner, o irmão de Vítor, no corpo de Rhaniel. Os dois foram presos em novembro de 2021.

Quando Ana Patrícia foi presa, a polícia investigou o celular dela e encontrou pesquisas sobre homicídio, pornografia infantil e maneiras de desovar um corpo. No dia em que foi presa, pela manhã ela teria se casado com Vítor por procuração e no final da tarde foi que ela teve a voz de prisão.

Ana Patrícia foi condenada a 41 anos e 5 meses, Vítor Oliveira foi condenado a 49 anos e 10 meses e Wagner Oliveira foi condenado a 41 anos e 5 meses, todos por homicídio triplamente qualificado, estupro de vulnerável e ocultação de cadáver.

Quando questionada sobre o caso, Ana Patrícia se declara inocente, e culpa Vítor e Wagner pela morte de seu filho. Ela também alega que nunca usou drogas, mas Vítor sim, Ana Patrícia disse também que Rhaniel nunca chegou a ver o consumo de drogas dentro da casa. De acordo com ela, o casamento aconteceu para que ela pudesse vender a moto e a casa de Vítor para poder pagar um advogado. Já sobre as pesquisas no celular, ela também se declarou inocente e contou que Vítor era quem usava o celular dela para assistir vídeos na maior parte do tempo.

Os três se declararam inocentes e dizem que vão recorrer da decisão da justiça, por isso, o motivo do crime não chegou a ser revelado, mas a polícia suspeita que era porque Rhaniel não gostava do relacionamento da mãe.

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