Thalyta Machado Teminski - A doceira Assassina

CRIMES REAISCASOS BRASILEIROS

4/27/20233 min read

A doceira assassina de Curitiba

Thalyta Machado Teminski tinha 14 anos e morava com sua mãe Minéia Cristina, seu pai, Edilson e sua irmã, em Curitiba. Os 15 anos da adolescente estavam chegando e a família decidiu que iriam dar uma festa em abril de 2012.

Os doces foram encomendados para Margareth de 45 anos, uma amiga próxima da família. No dia 12 de março, a doceira decidiu enviar para Thalyta algumas amostras para ela ver se os doces estavam ficando de seu agrado.

Thalyta e mais três amigos provaram os doces e logo começaram a passar mal. Eles foram encaminhados ao Hospital das Clinicas em Curitiba com quadro de intoxicação. Thalyta teve que ser internada na UTI por 8 dias e teve duas paradas cardíacas.

Devido à gravidade do caso, a polícia foi acionada. No início das investigações, a polícia trabalhava com duas hipóteses, a agressão contra Thalyta poderia ser devido a um término conflituoso com um namorado, que na época tinha 20 anos e que não tinha aceitado bem o fim do namoro e então, começou a ameaçá-la de morte. A segunda hipótese, era rivalidade entre amigos de escola, já que Thalyta era uma menina que sempre se enfiava nas brigas para defender pessoas próximas. Entretanto, a polícia não conseguiu achar o ex-namorado da menina, e quando os colegas de classe foram investigados, todos negaram envolvimento com o quadro de Thalyta.

Como não houve nenhum avanço na investigação, a polícia teve que começar a pensar em outras hipóteses. Depois de algumas análises e depoimentos dos familiares sobre a rotina de Thalyta antes do acontecimento, eles chegaram à ideia de que os doces poderiam estar envolvidos, então os policiais foram atrás da doceira, mas ela estava foragia. Até que uma denúncia anônima disse que ela estava em Itajaí, a 210 km de curitiba. De acordo com o delegado, ela tinha ido fazer um seguro de vida para a filha de 26 anos. Maragareth foi encontrada as 4 da manhã pela Polícia Militar em Barra Velha, dormindo em seu carro.

Quando interrogada, Margareth confessou o crime. De acordo com as investigações, a família pagou a Margareth R$7,5 mil para fazer os doces. Dinheiro o qual, Margareth gastou antes de realizar a preparação da festa. O intuito era adiar a comemoração a tempo que ela conseguisse o dinheiro de volta. Os policiais também descobriram que Margareth tinha agredido seu ex-marido, Nercival Cenedazi, com um rolo de macarrão quando ele descobriu o crime. Ele foi encontrado desacordado em sua casa em Joinville, Santa Catarina e encaminhado para a UTI.

No meio da investigação, a polícia vasculhou o celular de Margareth e achou mensagens dela num grupo de amigos se fingindo passar por um agiota, de maneira que parece que alguém tinha matado o marido dela por conta de um empréstimo não pago. Ela não sabia que ele ainda estava vivo.

Margareth Aparecida Marcondes, foi condenada a 30 anos e três meses de prisão em regime inicial fechado por quatro tentativas de homicídio. De acordo com a decisão do juiz, Maragareth poderia recorrer em liberdade, mas estava proibida de se aproximar das vítimas, além de comprovar o endereço a cada 3 meses. Margareth também era monitorada por tornozeleira eletrônica.

Luiz Claudio Falarz, advogado da acusada, disse que a pena era muito longa e que iria recorrer, já que não havia evidências de veneno dos exames de urina e de sangue dos adolescentes. Em dezembro de 2017, a pena de Margareth foi reduzida para 13 anos e seis meses. De acordo com o desembargador Clayton Camargo, a doceira não teve a intenção de envenenar as outras três vítimas e por isso a sentença teve que ser reduzida.

A família de Thalyta não se pronunciou sobre a nova decisão da justiça.

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