Tiffany Valiante - Suicídio ou Homicídio?

CRIMES REAISCASOS SEM SOLUÇÃO

4/26/20236 min read

O misterioso caso Tiffany Valiante

Tiffany Valiante, - 18 anos - morava com seus pais Dianne e Stephen na zona rural de Atlantic City, Nova Jersey. Ela tinha duas irmãs mais velhas por parte de mãe, Jessica e Cristal. Todos consideravam Tiffany uma menina divertida, animada e muito feliz. Em 2015, Tiffany estava se planejando para ir para faculdade, tinha até recebido uma bolsa para jogar no time de vôlei.

No dia 12 de julho de 2015, Tiffany e seus pais tinham ido à casa de seu tio, que ficava na rua da frente, para ir à festa de formatura de seu primo. Ela estava usando shorts, blusa, tênis e uma faixa na cabeça. Por volta das 21h15, Tiffany decidiu ir sozinha para casa. Logo em seguida, Dianne recebeu uma ligação da amiga de sua filha avisando que estava chegando na casa deles e se ela poderia encontrar com ela lá. Dianne disse que tudo bem e avisou seu marido, Stephen decidiu ir com ela.

Eles subiram a rua e chegaram junto com a amiga de Tiffany que estava de carro. A menina estava extremamente nervosa, falando que Tiffany tinha usado o cartão de crédito dela sem autorização, Tiffany negava todo tempo. Quando a menina decidiu ir embora, Dianne e Tiffany foram conversar sobre o ocorrido e ela assumiu ter usado o cartão da amiga. A mãe furiosa disse que teria que contar para o pai e sai atrás dele. Quando os dois voltaram, Tiffany já tinha sumido.

Tiffany tinha saído de casa por volta das 21h28 a pé, com a mesma roupa que tinha ido à festa e seu celular na mão. Os pais dela, deram conta do sumiço um minuto depois de ela ter sumido de casa. Eles, junto com o cachorro, foram caminhando pela rua atrás de Tiffany, ligando e mandando mensagem, mas nenhum sinal dela. Stephan encontrou o celular de sua filha a mais ou menos 2 km da casa jogado no chão. Foi a partir desse momento que eles sabiam que algo tinha acontecido com ela.

Eles ligaram para Mickey, tio de Tiffany e irmão de Stephan, para que ele ajudasse a procurar por ela. No meio da busca, Stephan lembrou das câmeras de caça dos cervos que tinha em direção ao bosque, as imagens captaram Tiffany saindo de casa tranquilamente e um minuto depois seus pais no mesmo lugar procurando por ela. Eles seguiram na direção em que ela estava indo, mas não acharam nada.

Foi quando seu tio, Mickey resolveu fazer um caminho que passava pelos trilhos do trem, chegando lá, ele identificou uma certa movimentação e a polícia de New Jersey. Ele perguntou para um dos guardas de trânsito que estava lá se ele tinha visto uma menina de 1,88 de altura, atleta. O policial avisou que alguém tinha se jogado nos trilhos do trem e perguntou se ele poderia fazer o reconhecimento, ele disse que sim, e logo identificou que aquela pessoa era sua sobrinha.

Um dos polícias disse a Mickey que ele teria que contar para os pais e ofereceu carona. Isso era por volta das 2h30 da manhã. Chegando lá, Mickey contou para Dianne e Stephan que a filha deles tinha sido atropelada por um trem.

O departamento de transito de New Jersey declarou a morte de Tiffany como suicídio e que o evento tinha acontecido por volta das 23h, o que causou grande revolta para a família, pois para eles, Tiffany era uma menina cheia de vida que estava contente com a faculdade, e que tinha muitos planos. Para eles, não tinha motivo para ela se suicidar.

A primeira hipótese era de que Tiffany tinha andado da sua casa até a estação de trem e se atirado nos trilhos, mas a família não entendia como ela, uma pessoa muito feliz, iria andar 7 km para tirar a própria vida.

A família decidiu contratar um advogado criminalista chamado Paul D’Amato para ajudar na investigação. Quando ele recebeu os arquivos da polícia percebeu que haviam diversas inconsistências sobre o suicídio, sendo uma delas o depoimento dos maquinistas.

Na noite do acontecido, tinham dois maquinistas no trem. Um de nível sênior e outro estagiário. Os dois haviam assinado um relatório dizendo que tinha visto Tiffany pular na frente do trem, entretanto, quando foram interrogados sob juramento, o maquinista sênior disse que estava de costas, conversando com o estagiário e não viu a menina. Já o maquinista estagiário disse só ver ela quando já estava passando por cima.

Paul D’Amato pediu ajuda para Jim Brennenstuhl, um detetive particular, para tentar entender as provas. Conforme iam analisando cada vez mais o caso, os dois tinham certeza de que o caso de Tiffany não era suicídio.

Segundo eles, para que ela fosse encontrada naquela região, ela teria que ter andado por muito tempo sozinha no escuro, algo que não era da característica dela, já que ela tinha medo do escuro. Tiffany foi achada nos trilhos apenas de roupa intima, sem sinal das suas roupas, sapatos e acessórios. Também não foram encontrados nenhum sinal de alcoolismo ou drogas nos exames toxicológicos dela.

Quando analisaram as imagens da câmera, perceberam que próximo de Tiffany havia os faróis de um carro, que não foi possível identificar o modelo. De acordo com Paul, ela poderia ter entrado no carro de forma voluntária, e que devia ter pelo menos uma pessoa conhecida dentro do veículo. E ao entrar, seu telefone foi jogado para fora do carro.

Tanto Paul quanto Jim, identificaram várias falhas nas investigações do Departamento de transito de New Jersey, como não terem realizado uma autopsia completa, não realizaram nenhum teste de DNA, nenhum teste de violência sexual, nenhum órgão foi examinada e não se sabe o porquê. Os policiais também não isolaram o local corretamente, o que comprometeu a cena do crime.

Entretanto, o celular de Tiffany foi investigado, mas nada fora do normal foi achado. Ela tinha terminado um namoro na sexta-feira da semana em que o acidente aconteceu, mas o termino foi reciproco e ela também já estava namorando outra garota da Filadelfia.

No dia 03 de agosto, Dianne decidiu refazer o caminho pela estrada que liga sua casa até os trilhos para ver se achava alguma pista, até que perto da estrada no meio do mato, Dianne encontrou os sapatos de sua filha junto com a faixa que ela usava no cabelo. Ela imediatamente ligou para polícia, eles levaram as evidências, mas não deram nenhum retorno. Algo que chamou ainda mais a atenção de Paul e Jim, pois os sapatos tinham sido encontrados a mais ou menos 3km da onde o corpo dela foi encontrado. Não fazia sentido nenhum que ela tivesse tirado seus pertences e ido descalça para os trilhos, até mesmo porque o circuito era cheio de pedras e vidros e nas fotos tiradas do corpo de Tiffany, o pé dela estava sem nenhum machucado ou até mesmo farpa.

Algum tempo depois, a polícia recebeu uma ligação do dono de uma loja de conveniência que disse ter ouvido seus três funcionários comentando sobre o caso de Tiffany, um dos garotos disse que estava na festa do tio da menina e que viu toda a discussão dela e logo depois ela entrou num carro com duas mulheres e um homem, e que essas pessoas eram conhecidas delas. Que eles tinham arrancado a roupa dela, apontado uma arma e humilhado ela. Os três garotos foram chamados para interrogatório, mas negaram que tinham dito algo do tipo.

Em 2018, o caso de Tiffany Valiante foi revisto pelo Instituto Médico-Legal e a conclusão de suicídio foi mantida.

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